Líderes evangélicos projetam ampliar influência no Judiciário se Bolsonaro se reeleger

Objetivo é indicar nomes para Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunais Regionais Federais (TRFs), que são nomeados pelo presidente. Grupo quer, entretanto, quer evitar compromisso público para evitar resistências, como a enfrentada por André Mendonça para chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF).

G1

2022-08-18 14:39:14

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1 de 1 Michelle e Jair Bolsonaro na Marcha para Jesus — Foto: Alba Valéria Mendonça/g1 Rio Michelle e Jair Bolsonaro na Marcha para Jesus — Foto: Alba Valéria Mendonça/g1 Rio Lideranças evangélicas no Congresso pretendem ampliar a influência no Judiciário em caso de reeleição de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de outubro. A meta é alcançar um total de 30% do Judiciário ocupado por evangélicos. Segundo uma fonte da bancada evangélica ouvida pelo blog, o objetivo do grupo é conseguir indicações de nomes para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e para os Tribunais Regionais Federais (TRFs). No caso do STJ, o presidente da República é responsável por indicar os nomes, que precisam passar por sabatina no Congresso. Nos TRFs, o presidente é responsável pela nomeação. Líderes evangélicos querem evitar, entretanto, que Bolsonaro se comprometa publicamente com as indicações, como fez ao prometer um ministro 'terrivelmente evangélico' no Supremo Tribunal Federal (STF). Indicado para posto, André Mendonça enfrentou resistências e teve de aguardar cerca de 4 meses para ter seu nome aprovado pelo Senado. Uma das reclamações dos líderes evangélicos é de que a resistência de Mendonça passou recado de que existiria preconceito contra o segmento no Judiciário. Uma das principais lideranças do segmento disse ao blog que houve uma tentativa de emplacar um nome para o TRF-6, mas o nome dele não recebeu votos.

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