Pesquisas apontam uma tendência que pode ser fatal para Bolsonaro

Lula e o presidente ganham poucos votos em um ano, mostram pesquisas. Apesar de aparente estagnação, atual mandatário deve melhorar desempenho em agosto

Veja

2022-08-06 14:00:17

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A consolidação dos dados das principais pesquisas desde setembro de 2021, elaborada pelo cientista Sergio Abranches, resulta num gráfico que mostra que o ex-presidente Lula vem traçando uma linha quase reta na intenção de votos, ganhando apenas dois pontos percentuais no período de quase um ano.

O petista saiu de 43% das intenções de voto em setembro de 2021 para 45% em julho de 2022. O presidente Jair Bolsonaro tem uma linha um pouco mais acentuada de crescimento, mas a velocidade ainda não é o suficiente para vencer seu principal adversário.

Segundo o gráfico, Bolsonaro tinha 26% dos votos em setembro do ano passado e passou para 32% em julho deste ano, crescimento de 6 pontos percentuais. Ou seja, crescendo mais pontos percentuais que Lula, mas ainda insuficiente.

A curva de Bolsonaro apresenta um crescimento tímido, mas o mês de agosto pode ser um ponto de virada nessa trajetória. Ainda estamos no início do mês, mas já é possível ver que o atual presidente melhorou seu desempenho em aspectos importantes.

A equipe do presidente age exatamente no sentido que Sérgio Abranches descreveu em seu blog ao divulgar o gráfico: mexendo com a memória dos brasileiros e tentando mostrar uma situação melhor do que a que vimos nos últimos quatro anos.

“A lógica inevitável da escolha será baseada no julgamento e na memória. Os eleitores julgarão o governo Bolsonaro e, neste aspecto, o voto terá um inarredável elemento plebiscitário. Também julgarão a aptidão do ex-presidente Lula para voltar ao cargo, pacificar e recuperar as condições de progresso e democracia do país”, escreveu Sérgio Abranches.

Como a coluna mostrou, o populismo está dando resultado e Bolsonaro vem conseguindo pontos entre os mais jovens, por exemplo, onde tinha grande desvantagem em relação a Lula.

Também está conseguindo melhorar a percepção da economia de modo geral, mudança extremamente aguardada por sua equipe.

Outros dados que podem acelerar a linha de crescimento do presidente são a informação de que quase metade dos brasileiros acredita que Bolsonaro está fazendo o que pode pelo país e a de que há uma queda da avaliação negativa do governo em todas as regiões do Brasil.

As medidas populistas (e desesperadas) do presidente podem mexer de forma decisiva nas pesquisas e nos votos de Bolsonaro. Nos últimos dias, houve aumento no Auxílio Brasil, redução no preço dos combustíveis e benefício para caminhoneiros, várias “bondades” eleitoreiras que feriram a legislação.

A curva de Bolsonaro pode mudar um pouco. Já o ex-presidente Lula, que não tem a máquina nas mãos, terá que traçar uma boa estratégia para garantir sua vitória o quanto antes, no primeiro turno.

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