Casa de ministra da Defesa é assaltada e segurança de Boric sofre disparo no braço na mesma noite no Chile

País vive crise na área de segurança pública, e governo Boric promete ações para enfrentar crime organizado

O Globo

2022-05-14 20:15:16

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SANTIAGO -A casa da ministra da Defesa do Chile, Maya Fernández, foi assaltada na mesma noite em que um dos guarda-costas do presidente do país, Gabriel Boric, sofreu um disparo no braço durante o roubo de um carro oficial, informaram as autoridades do país neste sábado.

O Chile vive “o pior momento de segurança desde o retorno à democracia”, reconheceu semanas atrás o subsecretário de Prevenção ao Crime, Eduardo Vergara, devido ao aumento tanto do número quanto da gravidade dos crimes.

Fernández, neta de Salvador Allende, ex-líder socialista derrubado pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), não estava em casa no bairro de Ñuñoa no momento do assalto na noite de sexta-feira, mas os criminosos agrediram o seu filho e ameaçaram o seu marido.

— Houve um assalto no imóvel da ministra da Defesa, onde estavam o marido e um de seus filhos. Como resultado desse crime, desconhecidos roubaram dinheiro em espécies e também um veículo — disse o general da polícia Jean Camus.

Na mesma noite, um dos guarda-costas que trabalham na equipe de segurança do presidente Boric foi assaltado e baleado no braço ao ser abordado por um grupo de pessoas enquanto estava dentro de um dos veículos oficiais da Presidência.

Agressão:  Homem é detido após arremessar pedra contra presidente do Chile, Gabriel Boric

O segurança, um sargento da polícia Carabineros, estava sozinho no veículo no bairro de San Miguel, no Sul de Santiago, retornando ao Palácio Presidencial de La Moneda para deixar o carro.

Os criminosos se aproximaram dele e o levaram para uma cidade no Norte da cidade. Eles o atacaram e atiraram nele, depois o abandonaram na rua e fugiram a bordo do veículo.

— Devemos redobrar nosso compromisso com a segurança e aumentar os níveis de eficiência para lidar com o crime no Chile — disse o subsecretário Vergara neste sábado.

Segundo Manuel Monsalve, vice-ministro do Interior e Segurança,  o governo realiza “ações concretas para perseguir o crime organizado'. Ele se referiu à cooperação entre a polícia militarizada dos Carabineiros e o setor de Investigações, conduzida pela polícia civil.

Estes não são os únicos episódios de violência que ocuparam as páginas dos jornais chilenos nas últimas semanas.

Entrevista: Justificativas para a tortura e golpes de Estado são preocupantes na América Latina', afirma a chanceler do governo Boric

Durante marchas no dia Primeiro de Maio, três pessoas foram feridas por disparos, supostamente efetuados por membros de uma máfia que controla o comércio ambulante, na região comercial de Meiggs, em Santiago. Depois de 12 dias internada, a jornalista Francisca Sandoval, de 30 anos, morreu.

Boric assumiu em março, e enfrenta como desafios a violência urbana, a inflação e um governo sem maioria no Congresso, em meio a uma sociedade polarizada e um processo constituinte pouco ordenado.

Os desafios na área de segurança pública incluem atos de vandalismo em meio a protestos pacíficos, aumento da atividade de traficantes de drogas em bairros pobres e incremento do porte de armas por civis.

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SANTIAGO -A casa da ministra da Defesa do Chile, Maya Fernández, foi assaltada na mesma noite em que um dos guarda-costas do presidente do país, Gabriel Boric, sofreu um disparo no braço durante o roubo de um carro oficial, informaram as autoridades do país neste sábado.

O Chile vive “o pior momento de segurança desde o retorno à democracia”, reconheceu semanas atrás o subsecretário de Prevenção ao Crime, Eduardo Vergara, devido ao aumento tanto do número quanto da gravidade dos crimes.

Fernández, neta de Salvador Allende, ex-líder socialista derrubado pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), não estava em casa no bairro de Ñuñoa no momento do assalto na noite de sexta-feira, mas os criminosos agrediram o seu filho e ameaçaram o seu marido.

— Houve um assalto no imóvel da ministra da Defesa, onde estavam o marido e um de seus filhos. Como resultado desse crime, desconhecidos roubaram dinheiro em espécies e também um veículo — disse o general da polícia Jean Camus.

Na mesma noite, um dos guarda-costas que trabalham na equipe de segurança do presidente Boric foi assaltado e baleado no braço ao ser abordado por um grupo de pessoas enquanto estava dentro de um dos veículos oficiais da Presidência.

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O segurança, um sargento da polícia Carabineros, estava sozinho no veículo no bairro de San Miguel, no Sul de Santiago, retornando ao Palácio Presidencial de La Moneda para deixar o carro.

Os criminosos se aproximaram dele e o levaram para uma cidade no Norte da cidade. Eles o atacaram e atiraram nele, depois o abandonaram na rua e fugiram a bordo do veículo.

— Devemos redobrar nosso compromisso com a segurança e aumentar os níveis de eficiência para lidar com o crime no Chile — disse o subsecretário Vergara neste sábado.

Segundo Manuel Monsalve, vice-ministro do Interior e Segurança,  o governo realiza “ações concretas para perseguir o crime organizado'. Ele se referiu à cooperação entre a polícia militarizada dos Carabineiros e o setor de Investigações, conduzida pela polícia civil.

Estes não são os únicos episódios de violência que ocuparam as páginas dos jornais chilenos nas últimas semanas.

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Durante marchas no dia Primeiro de Maio, três pessoas foram feridas por disparos, supostamente efetuados por membros de uma máfia que controla o comércio ambulante, na região comercial de Meiggs, em Santiago. Depois de 12 dias internada, a jornalista Francisca Sandoval, de 30 anos, morreu.

Boric assumiu em março, e enfrenta como desafios a violência urbana, a inflação e um governo sem maioria no Congresso, em meio a uma sociedade polarizada e um processo constituinte pouco ordenado.

Os desafios na área de segurança pública incluem atos de vandalismo em meio a protestos pacíficos, aumento da atividade de traficantes de drogas em bairros pobres e incremento do porte de armas por civis.

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