Vacinação de crianças contra Covid-19: Tudo o que você precisa saber sobre a campanha que começa na 2ª no Rio

Doses da Pfizer começam a ser aplicadas em meninos e meninas de 11 anos

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2022-01-15 13:09:20

O Globo

RIO — Terá início na próxima segunda-feira, dia 17 a vacinação contra Covid-19 para as crianças de 5 a 11 anos na cidade do Rio. No primeiro dia, apenas as meninas de 11 anos poderão se imunizar. No dia seguinte, será a vez dos meninos. Depois, haverá repescagem para esta idade. O calendário segue de forma decrescente até a garotada de 5 anos, no início de fevereiro. Para tirar as dúvidas de pais e responsáveis às vésperas do início da campanha, O GLOBO preparou um guia com informações sobre a exigência do comprovante, as possíveis reações, os locais de vacinação.

Além disso, há informações sobre quando vacinar crianças que tiveram Covid e as restrições de grupos. As fontes foram o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, as secretarias municipais de Saúde do Rio, de Niterói de Maricá e o Ministério da Saúde.

Polêmica com passaporte de vacinação: Escolas particulares podem exigir que crianças estejam vacinadas contra a Covid-19? Entenda

As crianças vão tomar a vacina da Pfizer, que tem dosagem e composição diferentes da utilizado em maiores de 12 anos. Ela será aplicada em duas doses de 0,2 ml (equivalente a 10 microgramas).

A tampa do frasco da vacina virá na cor laranja, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e também pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas.

A vacina para crianças já é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 16 de dezembro.

A Prefeitura do Rio já informou que o calendário foi organizado de acordo com a estimativa de entrega de doses pelo Ministério da Saúde, podendo ser antecipado ou atrasado caso haja mudanças na chegada de imunizantes. Nesta sexta-feira, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que a quantidade de doses para o público infantil destinadas à cidade do Rio só é capaz de suprir a demanda até quarta-feira, contemplando apenas as crianças de 11 anos. Caso não chegue uma nova remessa até essa data, o calendário de vacinação precisará ser interrompido a partir de quinta-feira.

A pasta federal, no entanto, indica que a vacinação do grupo comece por crianças com comorbidades ou deficiência permanente, seguido por indígenas e quilombolas, na sequência, pelas que vivem na mesma residência de pessoas com alto risco de complicações da Covid-19, e então por idade, de maneira decrescente.

A capital optou em seguir apenas o critério de idade. Já em outras cidades, a divisão é feita com base no plano do ministério, mas ainda com alterações, como Maricá e Niterói (veja esses calendários no fim da reportagem).

11 anos

10 anos

9 anos

8 anos

7 anos

6 anos

5 anos

A Secretaria municipal de Educação (SME) do Rio disponibilizou algumas escolas municipais pra serem pontos de vacinação para a imunização das crianças. Neste primeiro momento, 11 unidades estão preparadas para receberem as doses. Alunos da rede estadual também poderão ser vacinados nas escolas administradas pela prefeitura.

Dois equipamentos culturais também estão confirmados para funcionar como ponto de vacinação, na Zona Norte, e terão programação artística e recreativa gratuita. A iniciativa é parte da parceria entre as secretarias municipais de Saúde e de Cultura, que lançam uma campanha para tirar a dúvida da garotada sobre a imunização contra a Covid.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde (SMS), todas as unidades de Atenção Primária aplicarão a vacina pediátrica, além dos pontos de vacinação (PV) extra, que estão disponíveis em https://coronavirus.rio/vacina. No domingo, será publicado nas redes sociais oficiais da SMS a lista atualizada dos PVs da segunda-feira seguinte.

De segunda a sexta, das 8h às 17h:

De segunda a sexta, das 8h às 16h:

De segunda a sexta, das 9h às 15h:

De segunda a sexta, das 10h às 16h:

De segunda a sexta, das 10h às 17h:

Sábado, das 8h ao meio-dia:

Para tomar a vacina, não é preciso levar prescrição médica. Isso chegou a ser cogitado pelo Ministério da Saúde, mas o órgão voltou atrás após a maioria dos participantes da Consulta Pública organizada pela pasta ter recusado a exigência.

A Secretaria municipal de Saúde informou que a vacina da Covid-19 para crianças não deve ser administrada junto outras do calendário infantil. Deve-se respeitar o intervalo de 15 dias entre as imunizações.

De acordo com a secretaria, a caderneta de vacinação da criança é suficiente como documento a ser apresentado no posto de saúde. No entanto, é recomendado que pais e responsáveis levem o CPF do menor, para facilitar o registro da aplicação no sistema. Para aqueles que não tiverem, a não apresentação não impede a vacinação.

A criança poderá estar acompanhada de qualquer responsável maior de 18 anos: pais, avós, tios, padrinhos e irmãos.

As crianças vão tomar duas doses da vacina, com um intervalo de oito semanas entre elas.

Ao ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no entanto, a agência determinou um intervalo menor, de 21 dias entre a primeira e a segunda dose. Esse é o mesmo aprovado em outras faixas etárias.

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, as reações previstas para as crianças após a imunização são as mesmas observadas nos adultos: dor no local, inchaço, vermelhidão, febre e dor de cabeça. No entanto, geralmente, as reações nas crianças são mais brandas do que nos adultos.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, já afirmou que não vai exigir o comprovante de vacinação contra a Covid-19 para matrícula das crianças na volta às aulas da rede municipal do Rio. Segundo Paes, a 'irresponsabilidade de pais que não as vacinarem” não pode prejudicar o ensino dos alunos, uma vez que o ensino este ano será presencial.

Já na rede privada, ainda não há um consenso sobre essa exigência: escolas particulares podem exigir que os estudantes estejam devidamente vacinados para frequentar suas dependências? A resposta divide juristas e especialistas, que concordam em um ponto: a judicialização sobre a questão é quase certa. Ao contrário do que já anunciou a Escola Americana, com unidades na Barra da Tijuca e na Gávea, que só receberá alunos em dia com a imunização, a maioria dos colégios ouvidos pelo GLOBO garantem que não vão seguir esse mesmo caminho.

Crianças com comorbidades e com deficiência permanente:

Demais crianças:

 

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RIO — Terá início na próxima segunda-feira, dia 17 a vacinação contra Covid-19 para as crianças de 5 a 11 anos na cidade do Rio. No primeiro dia, apenas as meninas de 11 anos poderão se imunizar. No dia seguinte, será a vez dos meninos. Depois, haverá repescagem para esta idade. O calendário segue de forma decrescente até a garotada de 5 anos, no início de fevereiro. Para tirar as dúvidas de pais e responsáveis às vésperas do início da campanha, O GLOBO preparou um guia com informações sobre a exigência do comprovante, as possíveis reações, os locais de vacinação.

Além disso, há informações sobre quando vacinar crianças que tiveram Covid e as restrições de grupos. As fontes foram o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, as secretarias municipais de Saúde do Rio, de Niterói de Maricá e o Ministério da Saúde.

Polêmica com passaporte de vacinação: Escolas particulares podem exigir que crianças estejam vacinadas contra a Covid-19? Entenda

As crianças vão tomar a vacina da Pfizer, que tem dosagem e composição diferentes da utilizado em maiores de 12 anos. Ela será aplicada em duas doses de 0,2 ml (equivalente a 10 microgramas).

A tampa do frasco da vacina virá na cor laranja, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e também pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas.

A vacina para crianças já é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 16 de dezembro.

A Prefeitura do Rio já informou que o calendário foi organizado de acordo com a estimativa de entrega de doses pelo Ministério da Saúde, podendo ser antecipado ou atrasado caso haja mudanças na chegada de imunizantes. Nesta sexta-feira, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que a quantidade de doses para o público infantil destinadas à cidade do Rio só é capaz de suprir a demanda até quarta-feira, contemplando apenas as crianças de 11 anos. Caso não chegue uma nova remessa até essa data, o calendário de vacinação precisará ser interrompido a partir de quinta-feira.

A pasta federal, no entanto, indica que a vacinação do grupo comece por crianças com comorbidades ou deficiência permanente, seguido por indígenas e quilombolas, na sequência, pelas que vivem na mesma residência de pessoas com alto risco de complicações da Covid-19, e então por idade, de maneira decrescente.

A capital optou em seguir apenas o critério de idade. Já em outras cidades, a divisão é feita com base no plano do ministério, mas ainda com alterações, como Maricá e Niterói (veja esses calendários no fim da reportagem).

11 anos

10 anos

9 anos

8 anos

7 anos

6 anos

5 anos

A Secretaria municipal de Educação (SME) do Rio disponibilizou algumas escolas municipais pra serem pontos de vacinação para a imunização das crianças. Neste primeiro momento, 11 unidades estão preparadas para receberem as doses. Alunos da rede estadual também poderão ser vacinados nas escolas administradas pela prefeitura.

Dois equipamentos culturais também estão confirmados para funcionar como ponto de vacinação, na Zona Norte, e terão programação artística e recreativa gratuita. A iniciativa é parte da parceria entre as secretarias municipais de Saúde e de Cultura, que lançam uma campanha para tirar a dúvida da garotada sobre a imunização contra a Covid.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde (SMS), todas as unidades de Atenção Primária aplicarão a vacina pediátrica, além dos pontos de vacinação (PV) extra, que estão disponíveis em https://coronavirus.rio/vacina. No domingo, será publicado nas redes sociais oficiais da SMS a lista atualizada dos PVs da segunda-feira seguinte.

De segunda a sexta, das 8h às 17h:

De segunda a sexta, das 8h às 16h:

De segunda a sexta, das 9h às 15h:

De segunda a sexta, das 10h às 16h:

De segunda a sexta, das 10h às 17h:

Sábado, das 8h ao meio-dia:

Para tomar a vacina, não é preciso levar prescrição médica. Isso chegou a ser cogitado pelo Ministério da Saúde, mas o órgão voltou atrás após a maioria dos participantes da Consulta Pública organizada pela pasta ter recusado a exigência.

A Secretaria municipal de Saúde informou que a vacina da Covid-19 para crianças não deve ser administrada junto outras do calendário infantil. Deve-se respeitar o intervalo de 15 dias entre as imunizações.

De acordo com a secretaria, a caderneta de vacinação da criança é suficiente como documento a ser apresentado no posto de saúde. No entanto, é recomendado que pais e responsáveis levem o CPF do menor, para facilitar o registro da aplicação no sistema. Para aqueles que não tiverem, a não apresentação não impede a vacinação.

A criança poderá estar acompanhada de qualquer responsável maior de 18 anos: pais, avós, tios, padrinhos e irmãos.

As crianças vão tomar duas doses da vacina, com um intervalo de oito semanas entre elas.

Ao ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no entanto, a agência determinou um intervalo menor, de 21 dias entre a primeira e a segunda dose. Esse é o mesmo aprovado em outras faixas etárias.

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, as reações previstas para as crianças após a imunização são as mesmas observadas nos adultos: dor no local, inchaço, vermelhidão, febre e dor de cabeça. No entanto, geralmente, as reações nas crianças são mais brandas do que nos adultos.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, já afirmou que não vai exigir o comprovante de vacinação contra a Covid-19 para matrícula das crianças na volta às aulas da rede municipal do Rio. Segundo Paes, a 'irresponsabilidade de pais que não as vacinarem” não pode prejudicar o ensino dos alunos, uma vez que o ensino este ano será presencial.

Já na rede privada, ainda não há um consenso sobre essa exigência: escolas particulares podem exigir que os estudantes estejam devidamente vacinados para frequentar suas dependências? A resposta divide juristas e especialistas, que concordam em um ponto: a judicialização sobre a questão é quase certa. Ao contrário do que já anunciou a Escola Americana, com unidades na Barra da Tijuca e na Gávea, que só receberá alunos em dia com a imunização, a maioria dos colégios ouvidos pelo GLOBO garantem que não vão seguir esse mesmo caminho.

Crianças com comorbidades e com deficiência permanente:

Demais crianças:

 

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