Governo cancela reunião com Anvisa que iria debater passaporte da vacina para viajantes

Comentarista político da GloboNews, do Bom Dia Brasil, na TV Globo, e apresentador do GloboNews Política. É colunista do G1 desde 2012

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2021-12-06 23:03:15

G1

O governo cancelou em cima da hora uma reunião que havia sido convocada para esta segunda-feira (6) para debater, com técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a adoção da exigência de um 'passaporte da vacina' para viajantes que desejem entrar no Brasil. O motivo oficial do cancelamento não foi informado. A Anvisa vem defendendo, nas últimas semanas, que o Brasil exija comprovante de vacinação ou 'autoquarentena' obrigatória para os passageiros que cheguem ao país. O presidente Jair Bolsonaro diz ser contra a medida e o governo, até agora, não adotou nenhuma medida nesse sentido. A reunião estava marcada para o fim da tarde. Poucas horas antes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso deu prazo de 48 horas para que o governo seja ouvido sobre a demora em adotar as recomendações sanitárias da Anvisa. Veja no vídeo abaixo: Barroso dá prazo de 48 horas para governo explicar sobre passaporte da vacina window.PLAYER_AB_ENV = 'prod' O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, chegou a comparecer ao Palácio do Planalto para o encontro. Questionado na entrada do elevador, afirmou que a reunião parecia ter sido cancelada – e que subiria para confirmar a informação. Representantes da Anvisa que compareceriam à reunião também disseram ao blog que já estavam em deslocamento para o Planalto quando ficaram sabendo do cancelamento. 'Passaporte da vacina' As regras gerais para que viajantes cheguem ao Brasil em voos internacionais constam em uma portaria editada pelo governo em 5 de outubro deste ano. Por essas regras, os viajantes que chegam ao Brasil por via aérea têm que apresentar teste negativo de infecção e uma declaração virtual dizendo que concordam com as medidas sanitárias adotadas no país. Já pelas vias terrestres, a portaria determina que o acesso de estrangeiros é proibido. O texto prevê exceção apenas para pessoas que estejam em países vizinhos e precisem vir ao Brasil para pegar um voo de retorno à terra de origem. Desde a edição da portaria, no entanto, a Anvisa emitiu diversas notas técnicas questionando as regras em vigor. Segundo a agência, as normas mais brandas para as viagens aéreas desconsideram o risco de transmissão representado por esses passageiros – que podem, inclusive, se infectar no próprio voo. O presidente Jair Bolsonaro tem repetido, nas últimas semanas, que é contra a exigência de vacinação – tanto para brasileiros quanto para estrangeiros, viajantes ou não. Brasil 'não pode ser atraente para o turismo antivacina', diz diretor da Anvisa window.PLAYER_AB_ENV = 'prod'

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