Ministério recomenda dose de reforço da vacina da Janssen de 2 a 6 meses após a primeira aplicação

Nota técnica determina uso do mesmo imunizante. Pessoas vacinadas com a dose única seguem com o status de "completamente vacinadas", mas estudos apontam necessidade de nova aplicação.

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2021-11-26 03:09:14

G1

1 de 1 Vacinas da Janssen estão entre as distribuídas — Foto: Raiza Milhomem/Secom/Divulgação Vacinas da Janssen estão entre as distribuídas — Foto: Raiza Milhomem/Secom/Divulgação O Ministério da Saúde esclareceu em nota técnica divulgada nesta quinta-feira (25) que recomenda que as pessoas vacinadas contra a Covid-19 com o imunizante da Janssen recebam uma dose de reforço de 2 a 6 meses após a primeira aplicação. O documento não trata do chamado 'esquema vacinal', que é a regra de uso do produto conforme aprovado pela Anvisa. No caso da Janssen, uma pessoa está 'completamente vacinada' com a dose única. Entretanto, a nota técnica cita estudos que apontam queda na proteção e indicam necessidade de nova aplicação. As orientações agora divulgadas confirmam mudanças em relação ao que a pasta inicialmente informou sobre as doses de reforço. Em 16 de novembro, o ministro Marcelo Queiroga anunciou que os vacinados com Janssen tomariam uma 'segunda dose' e ainda receberiam uma dose de reforço, o que totalizaria três aplicações de imunizante para o grupo. No evento, Queiroga afirmou sobre a Janssen: 'A sequência é: completou cinco meses da segunda dose, receberá uma dose de reforço, preferencialmente com uma vacina diferente'. Queiroga fala sobre redução do intervalo da dose de reforço da vacina contra Covid-19 window.PLAYER_AB_ENV = 'prod' Agora, o documento técnico da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 busca eliminar a confusão com os termos e números, colocando a referência à segunda dose entre parênteses. Além disso muda o prazo para até seis meses e não cita a adoção da chamada 'vacinação heteróloga', quando é usado produto de outra farmacêutica. 'O Ministério da Saúde recomenda a dose de reforço (segunda dose) às pessoas que tomaram o imunizante Janssen a ser feito de forma homóloga, ou seja, uma segunda aplicação com o mesmo imunizante Janssen no intervalo mínimo de 2 meses, podendo este intervalo ser de até seis meses, cuja estratégia pontual dependerá do cenário epidemiológico local e adjacências e condições específicas da população que recebera o imunizante da Janssen previamente', aponta a nota da secretaria. Terceira dose, reforço, esquema vacinal e passaporte: entenda os termos Antes da divulgação da nota, a responsável pelo departamento, Rosana Leite de Melo, disse em entrevista ao g1 que já não havia mais a previsão de três aplicações. Regras para todas as vacinas Os esclarecimentos sobre a Janssen agora padronizam as regras sobre as doses de reforço: elas serão dadas para todos depois de completado o esquema vacinal (uma dose de Janssen ou duas de CoronaVac, de Pfizer ou de AstraZeneca). Além disso, a nota técnica conclui a padronização sobre quais os 'regimes de aplicação' o governo indica para estados e municípois. Quem toma qual vacina na hora do reforço? Vacinados com Janssen e Pfizer repetirão os seus imunizantes primários, mas os vacinados com CoronaVac e AstraZeneca mudam e tomam, preferencialmente, a Pfizer. Dose de reforço: vacina usada deve ser 'preferencialmente' a da Pfizer, independente do esquema vacinal Sem apoio da Anvisa e pedidos em análise As decisões recentes do Ministério da Saúde não estão baseadas em consultas à Anvisa. Na terça-feira (24), a área técnica da Anvisa ressaltou que, apesar da recomendação do ministério sobre a dose de reforço, o ideal seria aguardar a resolução da própria agência reguladoras sobre o uso ou não da dose de reforço e como ela deve ser feita: se heteróloga (com imunizante diferente do utilizado no esquema vacinal) ou homólogo (mesmo imunizante). Naquela reunião a Anvisa aprovou a inclusão da dose de reforço na bula da vacina da Pfizer (Comirnaty) contra Covid-19. A administração do imunizante deve ser feita em pessoas maiores de 18 anos após, pelo menos, seis meses do esquema vacinal completo. O pedido de alteração na bula havia sido feito pela farmacêutica em setembro. No caso das outras vacinas, AstraZeneca entrou com pedido de alteração na bula para inclusão da dose de reforço homóloga (mesma vacina) em 17 de novembro. A Janssen solicitou a inclusão de uma dose de reforço em 19 de novembro. E a Anvisa explicou que não há pedido de inclusão de dose de reforço na bula da CoronaVac.

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