Pacheco diz não ter como garantir aprovação de Mendonça: ‘Exercício de soberania do Senado’

Indicado por Jair Bolsonaro (sem partido) para o STF, André Mendonça aguarda há quatro meses sua sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado.

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2021-11-25 12:45:17

G1

1 de 1 Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante sessão do Senado Federal, em Brasília — Foto: REUTERS/Adriano Machado Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante sessão do Senado Federal, em Brasília — Foto: REUTERS/Adriano Machado O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse ao programa ‘’Em Foco’’, na GloboNews, que não tem como garantir a aprovação do nome de André Mendonça para a vaga do Supremo Tribunal Federal. “Nem em relação a ele, nem relação a nenhuma outra indicação (..) É um exercício de soberania do Senado e eu não posso antever nem em relação ao ministro André Mendonça, nem em nenhuma outra indicação”. Quem é André Mendonça, indicado por Bolsonaro para ministro do STF Nos bastidores, o Planalto faz críticas a Rodrigo Pacheco e atribui não apenas a Davi Alcolumbre (DEM-AP) a demora para pautar o nome de Mendonça, mas, também, ao que ministros do governo chamam de “pressão tardia” de Pacheco. Bolsonaristas acreditam que, por ser pré-candidato à Presidência da República, Pacheco estaria incentivando um desgaste para o governo. Pacheco, por sua vez, nega e repete que os presidentes das comissões, como Alcolumbre, têm autonomia para decidirem suas pautas. A suposta falta de pressão pela sabatina por parte de Pacheco também é a visão de Mendonça que, apesar de não ter certeza sobre o placar, diz a interlocutores que sua expectativa é de, pelo menos, 50 votos pela aprovação de sua indicação. No plenário do Senado, ele precisa de, no mínimo, 41 votos. Presidente da CCJ no Senado, Davi Alcolumbre, marca a sabatina de André Mendonça para a próxima semana window.PLAYER_AB_ENV = 'prod' Mendonça aguarda há quatro meses sua sabatina na CCJ. Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ele tem em comum com seu padrinho político a defesa da chamada agenda de costumes, que pretende levar para o STF. A quem pergunta se isso seria subserviência ao Planalto, Mendonça responde que ele seria exatamente assim indicado por qualquer presidente, afinal, é evangélico. Bolsonaro indicou Mendonça com esse critério prioritário: um nome “terrivelmente evangélico”. LEIA TAMBÉM: Enem: Bolsonaro diz que queria questão sobre regime militar para 'começar a história do zero'Protesto interrompe sessão da Câmara sobre morte de crianças yanomamisInvasão de garimpeiros no rio Madeira: o que se sabe e o que falta esclarecer

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