UE recomendará validade de 9 meses para doses anti-Covid e que países aceitem Coronavac

Bloco até o momento recomendava que seus Estados-mebros aceitassem apenas inoculados com vacinas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos

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2021-11-25 12:24:21

O Globo

BRUXELAS — A União Europeia recomendará um prazo de nove meses para a validade da vacinação contra a Covid-19, segundo um documento ao qual a Bloomberg teve acesso. O anúncio oficial, que deverá ser feito ainda nesta quinta-feira, também incluirá uma recomendação para que, a partir de 10 de janeiro, os países do bloco aceitem viajantes que receberam qualquer dose anti-Covid aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o que abriria as portas para quem recebeu a Coronavac.

Leia mais: Alemanha ultrapassa 100 mil mortes por Covid-19 com avanço da quarta onda na Europa

O novo prazo valerá para cidadãos europeus e para viajantes, sejam eles domésticos ou internacionais, decisão tomada após um longo debate se os certificados deveriam valer por oito ou nove meses. As pessoas que tomarem as doses de reforço terão a validade da sua inoculação automaticamente prorrogada.

A Comissão Europeia, o braço Executivo da UE, também recomenda que seus 27 integrantes aceitem não apenas inoculantes que receberam o aval da Agência Europeia de Saúde (EMA), mas também aqueles aprovados pela OMS. Assim, além das vacinas da AstraZeneca-Universidade de Oxford, Moderna, Janssen e Pfizer-BioNTech, valeriam também as doses da Coronavac, da Sinopharm e da Covaxin.

Pessoas vacinadas com estes três últimos inoculantes, no entanto, precisariam apresentar em conjunto com os certificados de vacinação um teste PCR com resultado negativo para o coronavírus, segundo as novas diretrizes vindas de Bruxleas.

As recomendações não são vinculantes, ou seja, os países não são obrigados a segui-las, mas a tendência é que ajudem a criar uma política sanitária mais uniforme entre os Estados-membros.

Os governos da UE vinham pressionado para que o bloco ajude a atenuar as diferenças para garantir a livre circulação, em meio à quarta onda da pandemia, que fez os casos se multiplicarem no continente. O cenário é pior em Estados com baixas taxas de vacinação, principalmente na Europa Central e Oriental, onde vários países batem recordes diários de novos diagnósticos.

Veja também:Itália restringe acesso de não vacinados a locais fechados para conter aumento de casos de coronavírus

Várias nações pelo continente voltaram a acirrar suas políticas sanitárias: a Áustria e a Eslováquia, por exemplo, puseram suas populações em novas quarentenas. A Alemanha avalia a imunização obrigatória para alguns grupos vulneráveis, a Itália impôs regras para pessoas não vacinadas, e a Dinamarca estuda o uso de máscaras no transporte público.

Diante do agravamento do quadro sanitário, a Comissão Europeia planeja descontinuar, a partir de 1º de março, a chamada lista branca de países. Todos os viajantes originários dessas nações com baixos índices epidemiológicos têm permissão de entrada, independentemente do status de vacinação.

A partir dessa data, apenas pessoas vacinadas e recuperadas da Covid-19 com um certificado digital da UE, ou um passe equivalente, poderiam entrar no bloco.

As regras revisadas também permitiriam viagens para a UE de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos com um teste de PCR negativo feito antes da partida, mesmo que não tenham sido vacinadas. Países da UE podem exigir mais testes após a chegada, quarentena ou isolamento.

Entenda: Movimento esotérico pode explicar alto índice de Covid-19 em países germânico

A indústria de viagens tem observado os planos do bloco com atenção. Depois de aumentar a capacidade de junho a outubro, companhias aéreas europeias começaram a recuar. O número de assentos oferecidos em voos na Áustria esta semana está 39% abaixo dos níveis de 2019, uma queda de 3 pontos percentuais desde o início de novembro, com base em dados do rastreador de voos OAG. Quedas semelhantes ocorreram na França e na Alemanha.

Leia mais: Premier holandês chama de idiotas manifestantes antivacina

O revés provavelmente continuará até o Natal e pode ter impacto no planejamento das férias de verão de 2022, o que normalmente ocorre no fim do ano, disse o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, em entrevista esta semana.

Os países da União Europeia têm regras sanitárias e recomendações diferentes entre si. Antes de viajar, é recomendado pesquisar sobre as diretrizes e restrições em vigor no destino.

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BRUXELAS — A União Europeia recomendará um prazo de nove meses para a validade da vacinação contra a Covid-19, segundo um documento ao qual a Bloomberg teve acesso. O anúncio oficial, que deverá ser feito ainda nesta quinta-feira, também incluirá uma recomendação para que, a partir de 10 de janeiro, os países do bloco aceitem viajantes que receberam qualquer dose anti-Covid aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o que abriria as portas para quem recebeu a Coronavac.

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O novo prazo valerá para cidadãos europeus e para viajantes, sejam eles domésticos ou internacionais, decisão tomada após um longo debate se os certificados deveriam valer por oito ou nove meses. As pessoas que tomarem as doses de reforço terão a validade da sua inoculação automaticamente prorrogada.

A Comissão Europeia, o braço Executivo da UE, também recomenda que seus 27 integrantes aceitem não apenas inoculantes que receberam o aval da Agência Europeia de Saúde (EMA), mas também aqueles aprovados pela OMS. Assim, além das vacinas da AstraZeneca-Universidade de Oxford, Moderna, Janssen e Pfizer-BioNTech, valeriam também as doses da Coronavac, da Sinopharm e da Covaxin.

Pessoas vacinadas com estes três últimos inoculantes, no entanto, precisariam apresentar em conjunto com os certificados de vacinação um teste PCR com resultado negativo para o coronavírus, segundo as novas diretrizes vindas de Bruxleas.

As recomendações não são vinculantes, ou seja, os países não são obrigados a segui-las, mas a tendência é que ajudem a criar uma política sanitária mais uniforme entre os Estados-membros.

Os governos da UE vinham pressionado para que o bloco ajude a atenuar as diferenças para garantir a livre circulação, em meio à quarta onda da pandemia, que fez os casos se multiplicarem no continente. O cenário é pior em Estados com baixas taxas de vacinação, principalmente na Europa Central e Oriental, onde vários países batem recordes diários de novos diagnósticos.

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Várias nações pelo continente voltaram a acirrar suas políticas sanitárias: a Áustria e a Eslováquia, por exemplo, puseram suas populações em novas quarentenas. A Alemanha avalia a imunização obrigatória para alguns grupos vulneráveis, a Itália impôs regras para pessoas não vacinadas, e a Dinamarca estuda o uso de máscaras no transporte público.

Diante do agravamento do quadro sanitário, a Comissão Europeia planeja descontinuar, a partir de 1º de março, a chamada lista branca de países. Todos os viajantes originários dessas nações com baixos índices epidemiológicos têm permissão de entrada, independentemente do status de vacinação.

A partir dessa data, apenas pessoas vacinadas e recuperadas da Covid-19 com um certificado digital da UE, ou um passe equivalente, poderiam entrar no bloco.

As regras revisadas também permitiriam viagens para a UE de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos com um teste de PCR negativo feito antes da partida, mesmo que não tenham sido vacinadas. Países da UE podem exigir mais testes após a chegada, quarentena ou isolamento.

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A indústria de viagens tem observado os planos do bloco com atenção. Depois de aumentar a capacidade de junho a outubro, companhias aéreas europeias começaram a recuar. O número de assentos oferecidos em voos na Áustria esta semana está 39% abaixo dos níveis de 2019, uma queda de 3 pontos percentuais desde o início de novembro, com base em dados do rastreador de voos OAG. Quedas semelhantes ocorreram na França e na Alemanha.

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O revés provavelmente continuará até o Natal e pode ter impacto no planejamento das férias de verão de 2022, o que normalmente ocorre no fim do ano, disse o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, em entrevista esta semana.

Os países da União Europeia têm regras sanitárias e recomendações diferentes entre si. Antes de viajar, é recomendado pesquisar sobre as diretrizes e restrições em vigor no destino.

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