Covid-19: os casos graves estão ligados a um sistema imune 'exausto', diz novo estudo

Pesquisa feita pela Fiocruz em parceria com a UFRJ mostra que células de proteção de quem desenvolve a infecção grave ficam cansadas e envelhecidas

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2021-11-25 12:24:17

O Globo

RIO — A Covid-19 grave está associada à exaustão e ao envelhecimento do sistema imunológico. É o que aponta um estudo feito pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado na revista científica Journal of Infectious Diseases.

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O trabalho analisou amostras de sangue de 22 pacientes internados com casos graves de Covid-19 e as comparou com amostras coletadas de indivíduos saudáveis.Foram encontrados sinais de hiperatividade, exaustão e envelhecimento de células de defesa conhecidas como linfócitos T auxiliares. Segundo os cientistas, os dados indicam perda da capacidade de resposta dessas células na Covid-19 grave, o que pode facilitar infecções secundárias e reinfecções.

Segundo Alexandre Morrot, pesquisador do Laboratório de Imunoparasitologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), professor da Faculdade de Medicina da UFRJ e coordenador do estudo, os linfócitos T auxiliares são os 'maestros' do sistema imune, conduzindo a produção de anticorpos diante do reconhecimento de proteínas virais.

— Nos pacientes com Covid-19 grave, observamos que os linfócitos T CD4 [auxiliares] estão em estágio final de diferenciação, apresentando marcadores de exaustão e senescência. São células que perderam a capacidade de expansão clonal, ou seja, não vão se multiplicar ao entrar em contato com as proteínas virais e não vão conseguir comandar uma resposta imunitária eficiente — afirma o imunologista.

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De acordo com o pesquisador, o quadro pode ser caracterizado como um estado de imunodeficiência aguda. A queda na imunidade deixa os indivíduos mais vulneráveis para contrair outras infecções, como as pneumonias bacterianas, que são comuns em pacientes hospitalizados por Covid-19. Esse problema também ajuda a explicar o alto número de reinfecções por Covid-19, o que surpreendeu cientistas. Isso porque infecções virais agudas costumam produzir uma memória imunológica forte, que evita, por exemplo, que a mesma pessoa contraia sarampo ou catapora duas vezes.

Além da presença de moléculas consideradas como marcadores de senescência e exaustão nos linfócitos T auxiliares, os pesquisadores encontraram altos níveis de substâncias inflamatórias liberadas por essas células no soro dos pacientes.

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Segundo os cientistas, os dados indicam um processo de hiperativação, que leva os linfócitos ao estágio final de diferenciação celular, resultando em exaustão e envelhecimento do sistema imunológico.

— Tudo isso reforça a importância de terapias anti-inflamatórias, voltadas para controlar a resposta imune exagerada, que é uma vilã na Covid-19 — comenta Morrot.

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Segundo Alexandre Morrot, pesquisador do Laboratório de Imunoparasitologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), professor da Faculdade de Medicina da UFRJ e coordenador do estudo, os linfócitos T auxiliares são os 'maestros' do sistema imune, conduzindo a produção de anticorpos diante do reconhecimento de proteínas virais.

— Nos pacientes com Covid-19 grave, observamos que os linfócitos T CD4 [auxiliares] estão em estágio final de diferenciação, apresentando marcadores de exaustão e senescência. São células que perderam a capacidade de expansão clonal, ou seja, não vão se multiplicar ao entrar em contato com as proteínas virais e não vão conseguir comandar uma resposta imunitária eficiente — afirma o imunologista.

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Além da presença de moléculas consideradas como marcadores de senescência e exaustão nos linfócitos T auxiliares, os pesquisadores encontraram altos níveis de substâncias inflamatórias liberadas por essas células no soro dos pacientes.

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Segundo os cientistas, os dados indicam um processo de hiperativação, que leva os linfócitos ao estágio final de diferenciação celular, resultando em exaustão e envelhecimento do sistema imunológico.

— Tudo isso reforça a importância de terapias anti-inflamatórias, voltadas para controlar a resposta imune exagerada, que é uma vilã na Covid-19 — comenta Morrot.

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